Poesia

                                           

                                              O  V E L E J A D O R




                                              Murilo Moreira Veras

De há muito velejo por este mar da vida, mar de sonhos – o verde mar da vida.
Velas ao vento,  navego, velejando   pela existência.
Bujarrona  solta, vou navegando,
todo o cordame feito de vivências,
livre de consciência,
sempre velejando, de porto em porto,
busco  o promotório da esperança.
Vida que vivo, na verdade, como a verdade na vida.
Quantas novas trilhas? Quantas novas milhas percorridas?
Vou velejando, vou vivendo,
por vales, vielas, vilas vou passando e a vida renovando.
Velejar é como navegar nas ondas da vida,
caminhar por trilhas inauditas, mas que passamos a conhecer.
É comungar com os desejos escondidos, de repente  
 renascidos.
 Eu sou esse velejador visível e previsível
— o Velejador de Sonhos.                                                                      
                                        Bsb,01.01.17

                  

                                 
                 





               
                                     A FLOR E A ESTRELA


                                               Raimundo Nonato Veras, reconsti-
                                                tuído por Murilo Moreira Veras.


                   HÁ DUAS COISAS QUE A VISTA HUMANA

                   SE QUEDA A CONTEMPLAR INEBRIADA,

                   A FLOR NO VERDE PRADO DESBROCHADA

                   E A ESTRELA NAS ALTURAS SOBERANA.



                   A FLOR REPRESENTA A NATUREZA

                   ONDE OS SERES SE ACHAM GUARNECIDOS

                   JÁ E ESTRELA NOS CÉUS DEESCONHECIDOS

                   EVOCA SEMPRE RÚTILA BELEZA.



                   SE NUMA A SINGELEZA DIVISO

                   NOUTRA VEJO UM SOL ALADO TAL

                   QUE ARDE EM DIVINAL AVISO



                   A NOS ENCHER DE FÉ E DE ESPANTO,

                   PORQUE DEUS FEZ A FLOR DE SEU SORRISO

                  E A ESTRELA DE UMA GOTA DE SEU PRANTO



                                              


CDL/Bsb, 27.10.16





















               

         

                  HOMENAGEM AO POETA

                                        PEQUENA  ODE  A  TROIA


                                        Nauro Machado


Como te massacraram, ó cidade minha!

Antes, ,mil vezes antes fosses arrasada

por legiões de abutre do infinito vindos

sobre coisas preditas ao fim do infortúnio

(ânsias, labéus, lábios, mortalhas, augúrios),

a seres, ó cidade minha, pária da alma,

esse corredor de ecos de buzinas pútridas,

esse vai-e-vem de carros sem orfeus por dentro,

que sem destino certo, exceto odo destino

cumprido por estômagos de usuras cheios,

por bailarinos d’ascos sem bale nenhum,

por processões sem desuses de alfarrábios velhos,

por ´teros no prego dos cachos sem flores,

por proxenetas próstatas de outras vizinhas,

ou por desesperanças dos desenganados,

conduzem promissórias, anticonceptivos,

calvos livros de cheques e de agiotagem,

esses lunfas políticos que em manhãs – outras

que aquelas há havidas, as manhas do Sol –

saem, quais ratazanas pelo ouro nutridas,

apodrecendo o podre, nutrindo o cadáver.

Se Caim matou Abel e em renovado crime

Abel espera o dia de novamente ser

assassinado em cuinha de rota bandeira,

que inveja paira em Tróia ou em outro nome qualquer

da terra podre e azul de água e cotonifícios?

Mutiladas manhãs expõem-se nas vitrinas

de sapatos humanos mendigando pés,

de vestidos humanos mendigando peitos,

de saias humanas mendigando sexos.

Esta é Tróia!, o vigésimo século em Tróia,

blasfemam as fanfarras de súbito mudas

aos ouvidos marcando a pancada da Terra.


____________________________

Nasceu em São Luis (MA), em 1935, faleceu este ano. Filho de Torquato Rodrigues Machado e Maria de Lourdes Diniz Machado. Poeta, escritor, com vasta obra, notadamente poética. Seus últimos livros foram: “Esôfago Terminal” (2014) e “O Baldio Som de Deus” (2015). O Brasil perde mais um grande poeta, este das plagas maranhenses.



EVOCAÇÃO  LUDOVICENCE


                                                                    Murilo Moreira Veras








E  refaz-se o olhar de   repente na   reclusão
dos sonhos
não os sonhos de uma manhã desfeita,
os sonhos de uma saudade
a ecoar num pátio,
como batendo em ladrilhos
e abre-se uma pequena janela
na memória perdida do tempo.
        O que se pede? O que se sente
naquela tarde mergulhada em sonhos?
Um sorriso se acende no retrato antigo,
uma mão tece o enredo da vida,
a explosão de um olhar, inquieto olhar,
o adeus, o desenlace
e lábios sôfregos desembrulham saudosa lágrima...
Na tarde, aquela figura frágil de pássaro.
No cais aqueles olhos compridos de louva-a-deus
esperando
a esperança que jamais virá.
Ah, São Luis, tu jazes insepulta no meus ínvios
olhos,
nuvem de sonhos de uma manhã insone.
A praça Gonçalves Dias das antigas festas de igreja,
com suas ladainhas, a alegria, os pirilampos, os rodopios.
O antigo campo de Ourique com suas casas de estudo
tradicionais: o Ateneu, o Colégio Estadual, o Rosa Castro.
No meio, plantada,  a biblioteca abre suas asas de livros,
carrossel de folhas, histórias e flores
        porta aberta de aventuras.
Em antigos detritos, a rua dos Afogados afoga
o olho foragido do tempo.
A boca do lobo tragando a sujeira.
Os fatos também fluem na correnteza do tempo.
A rua dos Hortas não tem horta, mas tem portas.
A rua das Flores tem amores.
O sol da rua do Sol esconde o olho tímido, vadio,
 de luz as casas devassadas, embriagadas, sonolentas.
Sem pressa segue-se pela rua da Paz,
a costear o casario azul, verde, amarelo e branco
até a praça João Lisboa, antes aportando-se ao prédio azul
da Academia, antiga biblioteca.
O Carmo ergue seu nicho sagrado
de longe controla os nobres sobrados,
arqueados de histórias e sombras.
No centro, o pombalino relógio
que as horas esqueceu.
Pela rua Grande ou se sobe ou se desce,
serpenteando até o coração da cidade.
Na Viração é o entroncamento do bonde São Pantaleão
que corta a rua dos Passeio rumo ao cemitério,
enquanto o do Anil e seu caradura
seguem rua Grande a fora, em busca do Areal, da Estação,
do ponto final.
O Beco do Escuro se esconde nas sombras
com seu odor de madeira podre, suor e latrina.
E lá para o outro lado da cidade no seu altiplano
situam-se o Viaduto, o Palácio dos Leões,
a Igreja da Sé e o Hotel Central,
onde o bonde Gonçalves Dias atinge o fim da linha
e o motorneiro manobra o seu retorno.
Por onde ele passa vai acenando
e recordando o passado.
Pode-se ver o olhar de Bequimão
enforcado no seu sonho rebelde.
Dali, como um golpe de faca,
uma ladeira nos leva direto à Praia Grande,
os armazéns, o formigueiro do porto,
a Alfândega, os barcos,
espetado no horizonte, um navio fundeado na baía de São Marco.
Não muito longe, o velho mercado.
Secos e molhados, peixe, farinha, camarão,
verduras e frutas, arrepiadas, perdidas, apodrecidas.
Labutas e trapaças escondidas.
O transporte é a carroça puxada a burro,
vai-se para onde se quer.
Beco do Quebra-Costa, da Pacotilha, Madre Deus.
Praia Grande, o comércio a grosso, cheiro de sacaria, babaçu e marisia.
Bem pertinho, fazendo-se o contorno, alcançamos a Beira Mar.
Bairro nobre, a brisa marinha aliviando o castigo do sol.
É lá que fica o Cais da Sagração
e onde aos cambulhadas se chega galopando
no dorso da ladeira da Montanha Russa.
A três ou quatro passos refugia-se a sucata da antiga
Estrada de Ferro São Luis/Teresina.
(Quanto tempo faz isso? 50, 60 anos?).
Quem se lembra mais da velha e pachorrenta Maria Fumaça Maranhense,
suja, poerenta, desengonçada, soltando faíscas no tempo,
deslocando ineficiência?
Ah, São Luis, São Luis,
velhas e novas lembranças redivivas!
Os desfiles estudantis, os antigos carnavais,
os matinées, os vesperais
e soirées no Roxy, Éden e Cine Teatro Arthur Azevedo.
O Colégio Estadual. A Praça João Lisboa.
As divagações noturnas ao pé da estátua de Benedito Leite.
Os bondes, os dribles no estribo enganando o cobrador.
Os seriados de cow-boy aos domingos no cine Rival.
Os pães da padaria Cristal.
A Mercearia Brasil vendia a prazo.
Depois do cinema o sorvete no Hotel Central.
Melancia nos intervalos de aula.
Descer a Rua Grande a pé é uma festa.
A Viração, as lojas 4.400, o Tabuleiro da Baiana, o Cassino Maranhense,
a Farmácia Garrido, as Lojas Rianil
e desembocamos na João Lisboa pra tomar caldo de cana
ou refresco na Fonte Maravilhosa ali perto.
 

Ah, São Luis, São Luis

                 dos meus verdes tempos.
                  Será que ainda existes
                ou apenas tu te escondes
                     atrás das janelas
                          da emoção?
                                                                        Bsb, 6.08.05

   
CAVALGADA  DOS  INCONFIDENTES






                                 Murilo Moreira Veras
 Romanceiro o que fazes
senão sonhar com encantados ribeiros
e montanhas escondidas
a se enrolarem nos caminhos de sombras
do Verbo Divino Encarnado?
Ó Romanceiro da Inconfidência
que logo Ouro Preto revelaste.
É a corrida do ouro
a terra que se fere de sulcos,
enriquece pontes e palácios
também paixões se acendem,
em cada caminho um ladrão encurralado.
Caçadores trilhando nas matas?
Ai, menina assassinada
com seu esvoaçante lencinho
feito de sonho, ouro e papel,
apunhalada em tempo natalino
pelo próprio pai.
O ouro podre foi desfeito,
Um menino dorme sem sonhar.
Morre Felipe dos Santos,
enforcado e esquartejado,
numa noite de luar.
Trocam-se grãos de chumbo
à força do pecado.
O que fazem os negros,
senão espiar, catar raios de alegria
e se assustarem?
E Chico Rei veio de Luanda ou do Congo?
Seu trono fica na lua,
no sol, nas estrelas
de seu mísero cantar.
É um ínfimo romance
ou uma cantiga de ninar?
Santa Ifigênia sacode o manto:
ouro em chama se transforma.
A donzelinha pobre chora lágrimas de ouro
                                   e sangue
diante dos desvarios dos homens,
enquanto diante do altar
outra donzela põe-se a rezar
por seu enamorado
que lhe mandou uma flor.
Ouvidor que manda flores,
enquanto aprisiona sem pudor os traidores?
Nossa Senhora da Ajuda
ajuda todo mundo que a ela se socorre?
Crianças rezam cheias de fé
– Nossa Senhora, ajudai,
Ajudai Joaquim José.
 
E a figura de Fernandes
– o contador de sangue, sonhos e diamantes,
alvarás, contratos e decretos
na vida ele vai contratando.
 
Eles eram muitos cavalos     
Mas Chica da Silva
dorme em dourada cama
e os marotos do Reino
recolhem os frutos,
em ouro e diamante
escavados às grotas e gupiaras:
é a tirania do ouro
a escravos fazer,
com ele se fabricam algemas,
muros imensos se erguem
com os tijolos da vergonha.
 
Eles eram muitos cavalos
 
Quando Chica da Silva se desfaz,
sem mais ouro, só pranto.
Nublados reinos de saudade?
São restos de chafarizes
onde a frigidez do tempo
imola a língua das palavras,
vidas sobre-humanas
segregadas de tristezas e rebeldia.
 
Eles eram muitos cavalos
Esses acadianos com suas criaturas de deleites,
com ramalhetes de flores,
redondilhas sob nevoas de tristeza
e apatia.
Esses nomes de deuses tardios,

Maria, Glauceste, Dirceu, Nice e Anardia,
imbricados em leques de saudade.
Eles eram muitos cavalos
Anjos, promessas, procissões
 e cavalhadas,
alfaias de capela, o barroco
 sonhando,
a deslizar sobre seixos e pedras
num carrossel de ideias
– invejas que se embaraçam
e se espalham pelo clero, nobres
 e pelo povo,
enquanto a chibata é cruenta
e em negros troncos outros negros troncos
se imolam.
a Arcádia os noveis pastores literários
tecem sonetos em liras e adormecem,
esquecendo  os impostos e os castigos.
Até um diamante em ideias retratado.
Eles eram muitos cavalos
Enquanto sombras de revolta abrasam
as terras de Vila Rica,
esse levante de que participam
tolos e sábios.
Atrás das portas fechadas,
trêmulas velas tramam os contrafortes
da revolução
– os insurretos inconfidentes,
Vigário, juiz, poeta,
o Alferes a comunicação:
Libertas Quae Sera Tamem”
– de onde ecoa esse grito?
Ressoa nos iconoclastas, nos revoltosos
em todos os Inconfidentes,
libertários,
retardatários,
humanistas,
humanitários
– os afiliados da Sedição.
Eles eram muitos cavalos
Eis que o animoso Alferes emerge
ura ele  febres e chagas
– febres dos homens e chagas de Deus?
Inocente útil? Revolucionário? Iconoclasta?
Reformador ou Traidor?
Eles eram muitos cavalos 
Na calada da noite,
Silvério dos Reis redige a carta
de delação
– Judas redivivo?
Traidor, impostor, ladrão?
Inicia-se a devassa,
os acusados aprisionados,
Gonzaga, Toledo e Cláudio
– todos insurretos.
Quem avisa Vila Rica?
o guardião da vida
que se traveste de espião?
a Morte, o mascarado desconhecido?
Amigo ou Inimigo?
– É o Embuçado em ação.
Eles eram muitos cavalos
Que se calem todos,
as lavras, os loucos, os parentes.
É ele o sonhador louco,
o salvador que não se salva
– o Alferes Tiradentes.
Eles eram muitos cavalos
Que palavras são estas
com que tanto vos inquieteis,
pela boca húmida do tempo.
Que palavras são estas
que cavalgam em vossas bocas
com sentenças terríveis
que vos castigam e vos devoram
– o castigo vindo a galope?
Vêde, igual o manto crístico,
a mãos malignas lançado,
assim o Alferes tem seus bens
arrematados,
fivelas, navalhas, relógio, canivete,
espelho – onde estão as cinzas do perdão?
Eles eram muitos cavalos
Até um padre corrupto,
insurgente, conspira no tempo
 presente
– Padre Rolim, saltimbanco
aos ferros apanhado.
Eles eram muitos cavalos
Ah, os pusilânimes,
or que vos escondeis entre palavras
 confessáveis,
vós que do fundo da morte
tereis vossos nomes selados
 na eternidade.
Eles eram muitos cavalos
Claudio Manuel da Costa,
como ele morreu
– envenenado, apunhalado
ou teria fugido embuçado
nas pedras das colinas
de Minas?
E já vem o peso da morte,
Batendo nas portas,
mãos e pés sob o peso do infortúnio,
agora estraçalhados.
Sim, eles eram muitos cavalos
                 
Que madrugada aquela
sombria, negra de consequências,
inda longe a alvorada,
o povo apinhado,
colchas ao vento em reza
de sentimentos
– afrontosa agonia?
Eles eram muitos cavalos
Onde o caminho do cadafalso?
O Alferes há de morrer sozinho
  quem o salvará da sanha
 dos julgadores?
Pois ele há de morrer sozinho,
o corpo partido em quatro pedaços
a serem vistos dos alpendres
 dos palácios.
Eles eram muitos cavalos                        
Ninguém o segue,
Ninguém mais o ouve,
os amigos se afastam,
do sonho só leva tristeza
no bolso não leva vintém,
uma estrela de sonho revisitado.
Onde está o amor de Tomás Antônio Gonzaga?
O que restou da Arcádia,
de Marília e suas tranças
 de ouro trançadas?
Tudo nos porões dos navios.
Marília agora não passa de uma flor
 desbotada.
Eles eram muitos cavalos
Elas com seus sonhos,
a beleza reconstituída.
Eles eram muitos cavalos,
o olhar de enlevo que só a esperança
 acolhe.
Eles eram muitos cavalos
Os cascos soando nas lajes
  do passado,
nas ruelas, nos pátios,
o coração de Ouro Preto estrangulado.
O ouro cobrando à vingança
 de antanho,
o braço da vida rasgado à espada inaudita.
A vila adormece apodrecendo,
a rudeza do sonho esquecido.
Eles eram muitos cavalos
Os suspiros das donzelas,
a florirem de esperança
– corações apaixonados.
Marília cujas tranças se entrançam
 de justiça.
O nó da forca vil esmaga a tristeza
das vozes.
Noite sinistrada de sombras,
dorme a ilusão, perde-se o sonho.
Pelas janelas, beijos calcados,
esvoaçam sussurros,
enquanto as janelas dos casarios
se arrojam à beleza do ensolarado dia.
Com seu instrumento de arte
Aleijadinho  cinzela os vultos arrancados
 à imaginação
– coração imbuído de fantástico
 realismo.
Não há mar de marulhos e ondas
 ou frígidos ruídos,
mas os túmulos dos mortos;
Ó Aleijadinho, modelador de estátuas,
de pedra, carne e sangue,
ergue-te do túmulo onde adormeces
e cinzela na pedra
a Cavalgada dos Inconfidentes
em que se transformou a Trágica Mineira  Conspiração
pela liberdade desta Nação!
                                                                                                                                                                                         Bsb, 16.05.15
  


O  OLHAR  DE  DEUS



                                                                       Murilo Moreira Veras

    Nuvens de rebanho

             o estranho odor

             da aventura

            dor do mundo

            estrangulada

            no estreito nó

            da esperança

            rebanho de nuvens

           ou de estrelas?

           Retalhos de aurora

          se abrem

          em sorrisos

          Olhar das nuvens

         é o olhar da memória

         translúcida nos homens

                                 frigidez

                                simplicidade

                               oração

                               – tudo no rebanho

                              do olhar de Deus.

                                  Bsb, 30.05.15


            AVE TU,  POESIA

                            Murilo Moreira Veras

               

 Cessa tudo enquanto o canto encanta

que o poema em alto astral

a vida decanta

os olhos do mundo se traveste

de esperança.

Dá-me um poema e a felicidade

respirará sonho de todo o pranto

dos homens.

Vê como a rósea aurora

já resplandece

tingindo a manhã de arco-íris.

A vida é um caminho

em busca do sorriso do céu.

Sê tu como a destreza da águia

que espreita o Destino.

Ri à larga

e enternecerás de utopia

as sombras da noite.

Desfruta o dia com seu roteiro de pedra

e vibra com o cintilar das estrelas

que iluminam janelas

num céu desconhecido.

Ave luz

Ave sol

Ave alegria

Ave tu, poesia

com teu alforge

de magia.

                                                Bsb. 28.06.14





























Publicado em 8 de ago de 2014

Ficha técnica de O QUE SERIA A POESIA:
Música - JC Dattoli
Letra - Murilo Veras
Voz e violão - JC Dattoli
Teclados - J Goulart
Baixo elétrico - Daniel Júnior
Percussão - Jorge Macarrão
Gravação, mixagem e masterização - J Goular
Trabalho concluído em julho/2014.

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