EM
BUSCA DO OURO
Um rapaz sonhou com a velha casa da tia – das muitas que existem na cidade tombada de S. Luis – que lá havia um botijão de dinheiro enterrado no porão. De pronto ele contratou um homem bem forte, colocou-lhe uma picareta nas mãos, e rumou em busca do tesouro, sua intenção era cavar até achá-lo, a sorte lançada acontecesse o que acontecesse, ninguém a impedir-lhe. Nilson e sua família haviam chegado de pouco na cidade onde foram recebidos com carinho, principalmente da senhora que adorava ter pessoas ao seu redor, e nem era tão velha, só a residência herdada do marido, que em vida não simpatizava muito com aquele sobrinho atrevido. E lá estava ele em vias de derrubar a morada que, todavia, resistia, por ser dessas construções antigas, sólidas como uma rocha. Foi quando a irmã da complacente senhora chegou e imediatamente exigiu que o engraçadinho parasse com o ataque ao lar alheio.
Passados alguns anos, esse mesmo rapaz, num dia em que estava atacado por problemas pessoais, até desgostoso da vida, ocorreu passar pelo local. Por alguns instantes ficou parado, com a lembrança correndo como num filme, visão daqueles bons tempos, quando era muito jovem, sem freios. As conseqüências não estariam na vida que tinha hoje a lhe fazia pagar um preço desproporcional? Via as janelas da velha morada trancadas, a porta com cadeado, pois ladrão por perto era o que não faltava, os tempos mudados para pior. Lá dentro a escuridão de uma casa reformada sem atentar para a moradora que adorava a claridade. Mas ela estava demente, sofrendo há anos do mal de Alzheimer. Sentiu saudade, lembrando do sonho que tivera, e na ocasião não entendeu que a riqueza daquela moradia era a senhora acolhedora que com carinho recebia a todos, e a todos ajudava. Baixou a cabeça com vergonha do que havia feito, querendo simplesmente buscar um tesouro escondido no fundo da terra e ele estava bem ao seu alcance.
Essa história ocorreu
na minha cidade natal com um conhecido, e narro aqui propósito da lenda
judaica que acabei de tomar conhecimento, e confirma a conclusão que eu
já havia chegado intuitivamente. A lenda diz que, na cidade de Cracóvia,
o rabino Itschak sonhou que havia um imenso tesouro escondido na
distante Praga, debaixo de uma ponte. Ao acordar, para lá rumou, logo
verificando ser impossível realizar seu intento, impedido pela guarda do
rei. Foi quando resolveu contar
o sonho ao capitão, que riu dele e lhe falou: “ Se
eu acreditasse em sonhos teria ido até a distante Cracóvia para
encontrar um rabino, um tal Itschak, porque sonhei que há um tesouro
debaixo de sua cama.” O
rabino agradeceu ao capitão e voltou para casa, lá encontrando o que
procurava.

Os sonhos muitas vezes apontam para onde está nossa riqueza, que pode se
esconder em nossa própria casa, ou em algum lugar bem próximo. Mas que
não tentemos destruí-lo, confundindo-o com bem material, a ser
explorado a qualquer custo.
O tesouro é interior como diz o rabino Nilton
Bonder no livro a Cabala
do Dinheiro. Pode estar no interior de nós mesmos, ou com alguém que
muito nos ama e protege, e o que temos a fazer é conhecer
tais segredos, o que nem sempre intuímos. Inclusive, temos de aprender
com quem sabe, quem tem experiência e quer nos ensinar, também que a
gente queira aprender, tenha abertura para ver e entender. Depende de
cada pessoa, e que se tenha um pouco de sorte.
* Nossa colaboradora
CDL/BSB, 8.05.11
UNS OLHOS
* Elisário Moreno
Onde havia visto pela primeira vez aqueles olhos? E quando? Cinco, dez, vinte anos atrás? De quem eram os olhos? Onde os vira? Estas perguntas dançavam agora em seus pensamentos. Vinte anos depois. Em sonho? Ou era real a sensação de ver aqueles olhos, negros, profundos, um poço onde boiava uma fagulha de luz? Ou uma estrela que se refletia na sua alma de vez em vez?
Explique-se. Sobre esse assunto sempre cuidara de ser muito reservado. Quem iria acreditar que tinha paixão por um par de olhos, meigos e doces, escondidos fazia dez anos? Quem podia crer que tivesse tamanho segredo?
Ninguém, certamente.
Ele era um empresário, alçara condição mais ou menos invejável, no ramo de calçados. Viajava muito. Tinha mulher e filhos, dezessete anos de casado. Não tinha grandes problemas na sua vida particular nem pública. Conquistara um espaço na sociedade, senão brilhante, razoavelmente satisfatório para viver bem, confortavelmente.
Mas, havia de aparecer, melhor, nunca deixou de aparecer e mexer com seus botões e nervos também, aqueles negros e meigos olhos do passado. De repente eles atravessavam-lhe o cérebro e acabavam fincando raízes no seu coração. Por que? Para que?
Sequer era do tipo supostamente sonhador. Pelo menos era o que diziam seus sócios, também seus subordinados. Orgulhava-se de sua seriedade, do pragmatismo de suas ações.
E os olhos, aqueles negros, meigos olhos de antanho, o que faziam, furando sua alma de ansiedade?
Uns olhos, só eram uns olhos, mas uns olhos que lhe pareciam inspirar uma faísca de sonho, qualquer coisa que lhe enchia o interior, o consumia, quase como um fogo mais vivo do que morto, a curiosidade mordendo-lhe a memória.
Eis que esse estado de coisa foi-lhe crescendo. Pareceu-lhe crescer como uma doença que ansiasse pela obtenção da cura.
Tanto que se considerou atacado de uma doença, inteiramente insólita que ele chamaria de Síndrome dos Meigos Olhos Perdidos no Tempo – SMOPT. Essa doença existia nos manuais de medicina? No manual pessoal dele existia, sim. E produzia efeitos, fazia rombos na sua vida.
Um belo – ou feio dia – daqueles de chapéu e lúgubres lembranças, fez sua maleta, despediu-se de todo mundo, da mulher, dos filhos ainda adolescentes, dos amigos e inimigos, que talvez não os tivesse nenhum, pediu férias compulsórias da empresa, que entregou ao sócio de mais confiança.
E partiu com destino ignorado. Uma idéia, louca, inalienável incrivelmente cravada na alma e pulsando no coração. Ia em busca dos meigos olhos negros, que perdera anos atrás.
Então, num rasgo à época espantoso, lembrou-se de que os tais olhos, vira-os pela primeira vez num quadro exposto numa dessa sazonais exposições de pintura. Era a deixa...
Começou a freqüentar galerias, onde quer que tivesse uma, sobretudo no estrangeiro, pois primeiro o coração o intuía para o exterior. Percorreu o mundo todo, pelos menos os grandes centros, impossível bisbilhotar exposições cartorárias de interior.
Tudo em vão. Nada o satisfez.
Foi quando voltou-se mesmo para o Brasil. E lá, numa cidade nordestina, em circunstâncias incríveis que dispensava até comentar, numa galeria de um shopping center, ele se deparou de repente com o quadro, onde, nele, pintada assim a pinceladas até meio desleixadas, realçava-se a figura de uma mulher com aqueles mesmos olhos: negros, doces e meigos, os olhos que eternizara em seus sonhos.
Depois de muitas pesquisas, voltas e contravoltas, informações daqui e dali, telefonemas, muita paciência e também sorte, através da autora do quadro, conseguiu enfim saber quem era o modelo. Á época, não teria mais que vinte anos. Mas agora, certamente beirava os quarenta. De novo muitas voltas, ditos, deixas e conversa de ouvir dizer, sorte mais uma vez, conseguiu saber quem era quem, onde morava a dita cuja.
E foi assim que acabou aportando nada menos que num asilo de pessoas idosas e ditas abandonadas. Seu nome era Jacira, tinha 45 anos, sem parente nem de rente, ali vivia, esquecida do mundo e também de si: tinha Alzheimer.
Que surpresa, Jacira estava velha, acabrunhada, a memória perdida, sem ninguém, mas seus olhos continuavam negros, doces e meigos, como os foram retratados vinte anos atrás.
A partir daquele instante, a vida de Lívio – esse era seu nome – se transformou. Passou a visitá-a com freqüência, melhorou-lhe as condições de vida, tratamento o melhor possível.
Um dia, quando tentava conversar com Jacira, ela como que saindo da escuridão de seu ocaso mental, fixou-lhe aqueles sempre doces, meigos olhos negros e, de repente, falou:
– O senhor me achou, agora eu posso ir!
Quando voltou no dia seguinte, soube que Jacira havia deixado, repentina e silenciosamente, o mundo dos vivos.
Então, novamente um clarão se fez na vida de Lívio. Viu o quanto de lição aprendera com os olhos de sua amiga desaparecida.
Retornou à casa, reconciliou-se com a mulher e os filhos, que praticamente abandonara e retomou sua vida. Encontrou uma nova razão de viver: passou a compreender o mundo e as pessoas com os mesmos olhos de Jacira.
CDL/BSB, 05.10.10
* Poeta, contista, originário do Nordeste, nosso colaborador
CONTOS
UMA VIAGEM NA ÉPOCA DOS DESCOBRIMENTOS
* Pedro Silva
Um sonho de criança
- Bartolomeu! Bartolomeu! – grita uma donzela formosa, com pouco mais de trinta anos.
Por todo o lado procurava, mas o seu filho não aparecia em sítio algum.
De repente, um franzino jovem surge. Tinha um olhar simpático. O cabelo despenteado. Mas a sua maneira de ser era delicada:
- Desculpe, mãe. Estava a brincar no riacho.
- Outra vez, Bartolomeu? Mas tu só te sentes bem junto à água?
O jovem, envergonhado, encolhe os ombros e responde:
- Por acaso… sim! – e corre a abraçar a sua mãe.
Estávamos em 1465 e Bartolomeu Dias, nascido em Mirandela, uma belíssima localidade transmontana, dava os primeiros passos na sua futura vida de navegador. Apesar de ter apenas quinze anos, já o seu pai o incentivava a seguir as pisadas de Dinis Dias, seu parente e também famoso navegador.
Mas o nosso Bartolomeu iria ser ainda mais famoso. Porém, nesta altura, ainda o não sabia.
Ao jantar, o seu pai, conhecedor por ser de poucos sorrisos e de poucas falas, dirigiu-se ao filho:
- Bartolomeu, tua mãe contou-me que passaste o dia junto ao riacho. É verdade?
- Sim, pai, é verdade. Perdoe-me. – e o jovem baixou a cabeça, em tom triste.
- Sabes que a vida não é só brincadeira, não sabes?
- Eu sei, meu pai, mas…
- E olha que a nossa vida tem sido de trabalho. Os sonhos são apenas para quando dormimos. A realidade é bem diferente quando estamos acordados. – afirmou o pai de Bartolomeu Dias.
- Desculpe, pai. Mas isto não é um sonho, eu serei mesmo navegador!
O pai não deixou de esboçar um pequeno sorriso. O empenho do seu filho era de louvar. Dentro do seu coração, o pai de Bartolomeu desejava que este conseguisse ser o mais famoso dos navegadores portugueses. Mas também sabia as dificuldades que o filho teria de enfrentar. “Porém, sonhar não custa”, pensava de si para si.
Vivendo um sonho
Pouco anos depois, Bartolomeu Dias despediu-se dos pais e rumou a Sul. O destino era a capital de Portugal, Lisboa. Era lá que todos os sonhos seriam possíveis de conquistar. Até então, passara os seus dias numa pequena povoação do interior do país. Nunca vira o mar, mas sonhara com ele todos os dias de sua vida.
Deslocou-se para Lisboa. Ali estudaria matemática e astronomia na Universidade de Lisboa. Mas, ainda antes de começar a estudar, a primeira atitude que teve ao chegar à capital foi deslocar-se à zona de Belém. A razão? Queria ver o local de onde as caravelas partiam rumo ao desconhecido.
“Que local magnífico!”, pensava Bartolomeu, olhando para tanta agitação. Eram marinheiros que se despediam das suas famílias. Eram vendedores que apregoavam os seus produtos. E, por fim, eram crianças que choravam de saudades ao ver a chegada dos seus pais ou que brincavam indiferentes a tudo o mais.
Com tudo isto sonhara o jovem Bartolomeu Dias quando, pouco tempo antes, partira de Mirandela rumo a Lisboa. Na viagem não parara de fazer perguntas a Dinis Dias, o seu parente que ganhara alguma fama ao comando de caravelas. Queria saber tudo: como se preparava uma expedição; quantos marinheiros levava a embarcação; e, mais importante, quando ele poderia participar. A tudo respondia Dinis com a sua calma de sempre. À última pergunta, respondeu-lhe: “na altura certa, chegará o teu momento de embarcar”.
Os estudos passaram a correr. Tudo aprendia a um ritmo louco tal a ânsia de largar terra firme e aventurar-se no alto mar.
Quanto os estudos terminaram, e auxiliado pelo seu familiar Dinis Dias, entrou na corte portuguesa. À sua frente estava D. João II. Assim que o viu, Bartolomeu ajoelhou-se. Era o seu rei que ali se encontrava. Portanto, mandava a educação que lhe fizesse uma vénia.
- Levantai-te. – afirmou o soberano.
- Obrigado, senhor. É uma honra poder estar aqui na tua presença. – disse Bartolomeu.
- O que quereis de mim? – perguntou D. João II, o Príncipe Perfeito.
- Senhor, eu gostaria… - a voz parecia não sair, dada a sua timidez. – Eu gostaria de poder participar na próxima viagem a África.
O rei pensou um pouco e respondeu:
- Pois bem, embarcarás daqui a dois dias, rumo a São Jorge da Mina, a nossa mais importante feitoria.
E assim foi.
Cruzando mares pela primeira vez chegou em 1484 ao local estipulado pelo rei. Ali esteve algum tempo, aperfeiçoando os seus conhecimentos marítimos e aprendendo os costumes locais.
A viagem de uma vida
Tão rapidamente ganhou experiência que, dois anos depois, o rei João II confiou-lhe uma importante missão: descobrir o Preste João das Índias. Desde há alguns anos que em Portugal se contava a história da existência de um rei muito rico que vivia na Etiópia. Esse rei, ao contrário dos reis que o rodeavam, era cristão. Portanto, poderia ajudar D. João II na conquista de novos territórios na África e na Ásia.
No entanto, este era o plano secreto.
Oficialmente, Bartolomeu Dias tinha como missão investigar as costas do continente africano. Isto para se tentar perceber se seria possível chegar à Índia por mar.
Nessa altura, em 1486, ninguém acreditava que fosse possível ultrapassar a zona conhecida por Cabo das Tormentas. Este nome havia sido ganho pelo facto de o mar ser muito perigoso e de muitos barcos ali terem desaparecido.
Mas Bartolomeu Dias não tinha medo de nada. Se o rei lhe havia solicitado essa missão, assim seria cumprida.
Na verdade, o navegador, que comandava duas caravelas, não chegou a encontrar qualquer notícia do mítico rei das Índias, o famoso Preste João. Porém, trazia relatos muito entusiasmantes para D. João II.
Chegado à corte, Bartolomeu correu para junto do seu rei e declarou:
- Senhor, é possível dobrar o Cabo das Tormentas. Eu sei!
- Mas como tal será possível, Bartolomeu? – perguntou o monarca.
- Acreditai em mim.
Perante tamanha demonstração de optimismo, o rei decidiu, uma vez mais, confiar no seu navegador. Apesar de todos os projectos concretizados pelos portugueses, a cada momento sentia-se a necessidade de ir um pouco mais além. E, neste momento, dobrar o Cabo das Tormentas era o maior desafio da nação. O rei sabia-o, tal como Bartolomeu Dias.
O dia da partida foi igual a tantos outros naquela zona de Belém do século XV. Muita tristeza misturada com enorme dose de esperança.
Se, por um lado, já se chorava de saudades do que estava para vir, por outro, havia sorrisos de expectativa em regressarem como heróis. Apenas Bartolomeu Dias se mantinha sereno. As histórias do passado não o atemorizavam. Os muitos barcos e vidas perdidos algures no Cabo das Tormentas, onde um gigante Adamastor afundaria as naus, não intimidavam o nosso Bartolomeu Dias. Ele tinha, do seu lado, a força da experiência e o poder fornecido pela crença nas suas capacidades. Estudara a geografia marítima do local durante alguns anos. Preparara-se enquanto comandante e enquanto marinheiro. Faltava, apenas, concretizar o seu sonho: tornar-se famoso honrando a bandeira de Portugal.
O mês de Agosto de 1487 marcou a partida de Lisboa. O dia estava solarengo. As almas dos marinheiros estavam iluminadas, quiçá do sol ou da esperança de um fruto radioso. Em Dezembro, alguns meses após a partida, chegavam à Namíbia. Era o ponto mais a sul que havia sido registado pelos portugueses. A partir daí, apenas o desconhecido imperava.
É então que o tempo deixa de ajudar. Uma violenta tempestade abate-se sobre a expedição marítima. Bartolomeu Dias manteve-se calmo, apesar do temor da sua tripulação. Voltava a pairar o medo de um acidente fatal. Durante treze dias andaram à deriva, procurando a costa, mas não a encontrando. Na verdade, ainda que não o soubessem, andavam bem perto. Passado algum tempo, aproveitando o vento favorável, navegou para nordeste. Sem saber, tinha concretizado um feito histórico, dobrar o Cabo das Tormentas. Porém, apenas viria a aperceber-se do que fizera na viagem de regresso. Ao regresso fora obrigado pela tripulação que, supersticiosa, temia pelo súbito aparecimento do mítico Adamastor. Mas nada disso aconteceu e quando perceberam que haviam cruzado o ponto mais complicado de África, todos se sentiram muito felizes. Lançaram os braços ao Céu, em jeito de agradecimento e alívio da tensão acumulada.
Ao regressarem a Lisboa foram acolhidos como heróis. O rei veio recebê- los pessoalmente e dar-lhes outra boa novidade: a partir daí, em homenagem aos bravos marinheiros, o Cabo chamar-se-ia da Boa Esperança, pois permitiria chegar à Índia por mar.
- Obrigado Bartolomeu. – disse o rei, olhando para o navegador entretanto regressado do alto mar.
- Senhor, apenas cumpri o meu dever.
Tanta humildade encerrava no seu coração.
E tanta vontade de servir o seu país. Assim como de estar junto à água, tal como quando era criança.
Pouco depois, partiu na expedição de Vasco da Gama, que viria a tornar real o Caminho Marítimo para a Índia.
E, em 1500, fez igualmente parte da missão de descoberta do Brasil, liderada por Pedro Álvares Cabral.
Tudo o que se seguiu ao feito principal, ou seja, o agora chamado Cabo da Boa Esperança, foi, para Bartolomeu Dias, apenas um justo acréscimo ao seu currículo de navegador.
Bartolomeu Dias foi a Boa Esperança que necessitávamos para tornar Portugal um importante país de comércio e de navegação marítima. Sem ele, provavelmente, não haveria, hoje em dia, tanto interesse na História dos Descobrimentos Portugueses…
* Autor português, historiador, ficcionista, com mais de 40 livros publicados, nosso mais recente colaborador.
CDL/BSB,12.04.10

