domingo, 20 de março de 2016





                   MANIFESTO BRASIL ESPERANÇA



                                    Murilo Moreira Veras


           Não obstante  minha vivência  ultrapassar mais de oito décadas, continuo lúcido e perfeitamente apto à consecução de atividades, inclusive as de minha pertinência, o afazer literário, por conseguinte pronto e adestrado  a contribuir para a elevação do País.
          Cada vez me estarrece o desenrolar dos acontecimentos em nosso País, enquanto, sem me furtar, acompanho todos os fatos que contracenam  nossa realidade, cenário que se esgarça por todo o Mundo, e mais precisamente no Brasil, atualmente engolfado num vendaval de perplexidades.
Impossível nos furtar à roda viva em que vivemos,  cada minuto contando para o acirramento das improbidades  que nos açoita, mercê de disputas execráveis, fragilidades de honra e caráter dos agentes envolvidos. Ao invés da dignidade, fervor à Pátria – o solidarismo sincero e autêntico entre as pessoas - assistimos vicejar entre esses, a infâmia, a peçonha, o desacerto  e a falta de caráter e vergonha, indignidades que contribuem para o verdadeiro lamaçal em que, infelizmente, se tornou nosso ambiente político e institucional..
           Não nos enfraquecem, tampouco nos acovardam a truculência, a insânia e a virulência  exercidas por pessoas e grupos espúrios, posto que  fortalecidos no  fervor ao cumprimento do dever para com a Pátria, enquanto nos norteiam os princípios fundamentais do Direito, da Razão e da Justiça, sob os eflúvios perenes da Onipotência Divina.
           Concito os Amigos internautas, que têm me honrado com suas presenças em seus acessos diários a, diante dessa realidade, nos unirmos  e que  jamais nos esmoreçamos, quando os objetivos atingíveis são o fervor pela Verdade, a salvaguarda às Instituições Democráticas e, sobretudo o amor à Pátria, momentaneamente ferida.

Bsb, 20.03.16

terça-feira, 1 de março de 2016


 

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR:

EDUCAÇÃO OU IDEOLOGIA COMUFLADA?

 
 


 

      I deólogos do igualitarismo têm forjado a concepção de que o processo civilizatório se funda apenas na luta de classe entre opressores e oprimidos e que se mantém como contraponto à ânsia pelo poder e ganância financeira dos agentes envolvidos. Ledo e crasso engano. Desde os primórdios, à luz da etnologia e antropologia, a evolução do mundo, em termos educacionais, tecnológicos e sociológicos, se constrói através de um processo lento, sistemático e continuo de superação. O homo sapiens, que substituiu o homo fabens e depois sapiens sapiens, migrou da caverna para a savana, tornou-se hábil caçador-coletor, obteve o fogo,  aprendeu a armazenar alimentos e, com outros da espécie, empreendeu a construção de vilas e cidades. Tudo isto mediante saltos de inteligência, esforço e trabalho árduo, visando o progresso sócio-econômico-cultural da humanidade.

        Para eles, como todo o processo, também a educação está sujeita à luta de classe, através desse engodo criado por Paulo Freire que é a Pedagogia do Oprimido. O povo sofre a opressão dos poderosos, dai precisar ser educado para livrar-se dela e tornar-se, livre, para o que deve contar com o apoio do estado ou a casta  que tiver se encastelado no poder, desde que alinhada com o socialismo igualitarista, a melhor salvaguarda do povo, com seu ideário populista.

       Não se precisa de muito cérebro para verificar que se trata na verdade de um grande e famigerado sofisma tal raciocínio. Se o povo é oprimido pelos supostos poderosos, sob o tacão socialista eles apenas mudarão de dono, passarão a escravos dos igualitaristas, reféns de ideólogos burocratas, quase sempre parcos de inteligência e incompetentes natos.

      Pois sob o manto dessa ideologia nefasta o  Ministério de Educação de nosso País – o MEC, está querendo  empurrar goela abaixo do povo brasileiro, precisamente as escolas públicas e privadas, estudantes, famílias e toda sociedade afetada – essa estrovenga que eles denominam Base Nacional Comum Curricular, título tão ostentoso quanto inócuo. O projeto do MEC está eivado de ideologia espúria, como, por exemplo, a do gênero, hoje tão em voga, a que abraçam gregos e troianos, desde que pessoas incautas, verdadeiros inocentes úteis.

      Especialistas e abnegados profissionais da educação, estudiosos e pessoas de bom senso já abominaram o tal projeto, até mesmo por considerar sua implantação um despropósito e uma anomalia à sociedade. Marco Antônio Villla, historiador assim se referiu ao projeto: “É um desserviço. É uma proposta panfletária, anti-civilizatória. Há um conjunto de erros, mas o que é mais grave é que apaga nossa tradição, nossa formação, aquilo que é fundamental para a compreensão do Brasil hoje.”

      Sem nos determos em análise mais profunda por cansativa, os ideólogos burocratas do MEC se dão o despropósito de serem os descobridores e criadores do mundo, criarem um estrato civilizacional para si mesmos. Para eles, o estudante brasileiro só deve estudar as civilizações sob a ótica da “pedagogia do oprimido” –  os povos subjugados, culturas inferiores, como a da África,  a Afro-América, que é chamada Ameríndia, os movimentos de lutas sociais. Nada das grandes civilizações antigas, mesopotâmicas e sumérias,  do pensamento grego, dos movimentos  sociais e religiosos que influíram na nossa formação cultural e humanística. O importante é o pobre e combalido estudante  brasileiro,  já incipiente em matemática e um zero à esquerda em escritura e lexicografia, balbuciar que recebe o bolsa-família, para se tornar ainda mais ignorante e inepto, incapaz de compreender a realidade do mundo.
CDL/BSB, 2.03.16