quinta-feira, 23 de junho de 2016









                       APOCALIPSE  NOW?



Ressaltam aos olhos e à mente os acontecimentos terroríficos quando nos deparamos nos Evangelhos com o livro das Revelações do Apóstolo João, o Apocalipse. João teria se refugiado pelos anos de 95 a.C, na ilha grega de Patmos, distante 55 km da costa da Turquia, para livrar-se da violenta perseguição que procedia o imperador romano Domiciano contra cristãos e filósofos. Os filósofos também foram perseguidos.
Ali, em estado de êxtase, ele recebeu a revelação sobre os fatos escatológicos que iriam ocorrer aos humanos e ao mundo.
Coisas horríveis irão sobrevir, só não sabemos onde nem quando acontecerão — o que sabemos é que tais fatos ocorrerão no futuro.
Ante o desenrolar de nossa civilização, os tumultuados momentos  em que vivemos, não só em nosso País, mas no mundo, tudo nos alerta que nos deparamos com situação de extrema gravidade. O que dizer do comportamento das pessoas desviando-se da normalidade? Como não reconhecer que os valores morais, éticos e espirituais das pessoas estão desestabilizando  a normalidade da civilização? E a violência que generaliza e recrudesce a cada momento, sem que se consiga detê-la? As pessoas não mais se harmonizam entre si, desentendem-se, vociferam como feras? A família tem sido alvo de profunda e sistemática desagregação, são relacionamentos espúrios agora admitidos, a união afetiva de pessoas do mesmo sexo, o movimento rebelde dos chamados LBST, o avanço do fundamentalismo religioso e social. E para coroar tanta desconstrução das pessoas e do mundo, essa eufemística decretação da morte de Deus e a seu reboque esse espantoso recrudescimento do ateísmo.
E em termos de comunicação na nossa era da aldeia global? A mídia ou — mass media sua contraparte tecnológica — ao invés de agir como meio, intermediária,  se arvora de objetivo, fundamento da comunicação, desequilibrando a equação do conhecimento. Daí a balbúrdia, espécie de Babel rediviva.
Entrementes outros fatores não menos perversos sobrevêm, de maneira insidiosa e até diabólica — o principal deles a renascer das cinzas do esquecimento, o velho e rançoso marxismo, agora travestido de cultura e filosofia ditas progressistas, esse irracional esquerdismo de inspiração gramsciana, a corromper a moral, os costumes, a educação, a cultura, a razão, a inteligência, os postulados clássicos da filosofia e do próprio Direito.
Será que não sinais autênticos de que entramos na era da escatologia apocalíptica? O que falta para convivermos com a “besta” e as feras malditas, de cornos e dentes afiados? Que ou quem configura o número 666, o número da Besta? No passado já foi o imperador romano Nero, depois os ditadores sanguinários Adolf Hitler, Stalin  ou Mao Tsé Tung. Mas há quem diga hoje que pode ser os Estados Unidos com seu poder econômico, a União Europeia, a ONU, a Rússia do poderoso Puchkin, ou então, mais recentemente Donald Trump, o candidato às próximas eleições presidenciais americanas. A seita protestante Adventistas do 7º Dia,  seguindo sua profetiza fundadora Ellen G. White, assevera que é o Papa da Igreja Católica. Mas parece que o tiro saiu pela culatra, pois utilizando-se o mesmo método usado pelos seus adeptos, pasmem, o número fatídico recai sobre a própria irmã White!
É, meus irmãos, não conhecidos de nome, mas de chapéu, nós, o mundo todo, entramos no túnel do tempo, não sabemos se já no escalafobético apocalipse, futurístico, enigmático, terrorífico. Haja compreensão, entendimento e, sobretudo, fé  e esperança na Providência Divina, senão estaremos todos perdidos.

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