quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Editorial

2015 – PRIMEIROS PASSOS DE REALISMO OTIMISTA



            
Fim de ano, começo de outro, sempre são motivos de novidades entre as pessoas, povos e nações. Vez por outra, temos de conviver com conflitos, desastres e convulsões de toda espécie. A rigor, tem sido a oportunidade de as pessoas catalogarem eventos, já realizados ou a se realizarem, costume que parece viger desde priscas eras.

            Passado os eventos em retrospectivas, seria o caso de indagar quais as perspectivas para o ano que se inicia?

           Por mais otimistas que nos comportemos, tudo faz crer, logo pelos primeiros passos do Ano Novo entrante, que não são boas. Basta que olhemos ao nosso redor, ainda mais algures, no exterior.

           Por razão de foro íntimo, abstemo-nos de ir mais fundo nos fatos políticos de nosso País, pois tais ocorrências têm sido de comezinho conhecimento de todos. Aliás, a coisa nesse campo está tão absurda que até aquele aforismo popular de reconhecida sabedoria de “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, perdeu o sentido. Pois quanto mais os erros e desmandos são apontados aos políticos delinquentes, mais audaciosos são os esquemas que inventam, para nossa infelicidade com a leniência explícita ou implícita do ordenamento jurídico, este, sim, que parece deitado em berço esplêndido, menos por ingenuidade. Enquanto isso grassa a impunidade.

          Cada vez mais, o mundo parece enfrentar crises alucinantes. Não apenas decorrem dos imbróglios econômicos e financeiros, já sofridos nas nações,
de consequências visíveis e intermitentes. Apavorantes têm sido também as catástrofes fenomênicas e por falhas humanas, os maremotos, tsunamis, desastres de aeronaves, inclusive dois recentíssimos na Europa e Malásia, de trágicas memórias.

        Há pouco, no dia 7 deste, acordamos com a notícia aterrorizante de um atentado em Paris, ainda de hostes não identificadas, mas possivelmente do famigerado Estado Islâmico ou movimento terrorista similar de que resultou no assassinato de 12 jornalistas de uma revista humorística francesa, mais quatro pessoas em estado grave.

       Diante de cenário tão macabro, uma figura se destaca para nos advertir que nem tudo está perdido, que é precisa sermos otimistas neste mundo. Trata-se do Papa Francisco, Sumo Pontífice da Igreja Católica. Oxalá seu comportamento bem humorado nos contamine a todos, os de boa vontade principalmente, ele, que, mesmo na sua benevolência, vem adotando medidas saneadoras no Vaticano, espécie de varredura ético-religiosa.

       Pena que o exemplo do Sumo Pontífice no Vaticano não encontre guarida entre nós, com vistas à moralização da política e punibilidade dos meliantes que a contaminam — a Nação penhoradamente agradeceria.

Caminho das Letras - Arquivo de Editorial

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